Vídeo flagra momento em que soldado foi morto a tiros antes de ser queimado. Vídeos obtidos pelo g1 mostram as movimentações dos carros do soldado assassinado Raphael Sampaio de Silva e de Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, marido da policial Júlia Natália Girão Gomes. O casal está preso suspeito de matar Raphael na madrugada do dia 11 de agosto. Um dos vídeos mostra o momento em que o PM teria sido baleado (assista acima), conforme a investigação. Por volta de 2h da madrugada do dia 11, os policiais militares Raphael e Júlia saíram do 16º Batalhão da Polícia Militar, onde trabalhavam juntos. Os dois saíram no carro de Raphael. Os soldados possuíam um relacionamento extraconjugal. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Eles seguiram em direção à casa de Júlia, que mora na Rua Florêncio Fontenele, no bairro Jangurussu. O carro de Raphael foi visto passando pela Avenida Jornalista Tomaz Coelho e, depois, entrando na Rua Francisco Alves Ribeiro — paralela à rua onde o casal suspeito mora — já no bairro Jangurussu. LEIA TAMBÉM: Policial encontrada amarrada e marido são indiciados por morte de soldado carbonizado no Ceará Assassinato de policial militar encontrado carbonizado teve motivação passional, aponta investigação Minutos depois, o carro que seria dirigido por Antoneudo também foi filmado passando na Avenida Jornalista Tomaz Coelho, o que mostrou que o marido seguia o carro do soldado Raphael. A vítima e a policial Júlia Natália, então, pararam na rua da residência dela, onde permaneceram por cerca de 20 minutos até a chegada do carro de Antoneudo. O marido da policial estacionou o veículo próximo ao carro da vítima. Uma câmera de segurança flagrou um clarão próximo aos veículos, o que é interpretado pela investigação como o momento em que Raphael foi morto a tiros, antes de ser queimado. A perícia no corpo dele identificou três lesões à bala, mas não havia fuligem na traqueia - ou seja, Raphael já estava morto quando teve o corpo carbonizado. Por fim, ambos os carros saíram da Rua Florêncio Fontenele, por volta de 3h07 da madrugada. A investigação destacou que toda a ação criminosa aconteceu a cerca de 30 metros da casa dos investigados (veja abaixo). Na madrugada do crime, vídeos mostram movimentações dos carros de soldado morto e suspeito Motivação passional O inquérito da Polícia Civil afirma que o assassinato do policial militar Raphael Sampaio teve motivação passional, visto que ele e a policial militar Júlia Natália, ambos casados com outras pessoas, mantinham um relacionamento extraconjugal. O soldado foi encontrado carbonizado em um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e depois de morto teve o corpo queimado. Horas após a morte de Raphael, Júlia Natália foi presa devido a contradições em seu depoimento - ela dizia que estava no carro com o colega de farda quando os dois foram atacados por criminosos. A militar teria sido amarrada em um matagal. Porém, câmeras de segurança captaram Júlia circulando em liberdade no horário em que dizia estar amarrada. Antoneudo Ribeiro, marido de Júlia, também foi preso no mesmo dia. De acordo com o inquérito policial, obtido pelo g1, Júlia Natália e Raphael costumavam se encontrar após o serviço e diziam aos seus respectivos cônjuges que estavam chegando tarde em casa devido a ocorrências policiais. Testemunhas relataram que Antoneudo sabia que Júlia Natália e Raphael tinham um caso e que ele tinha "intenso ciúme" dela. Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior Reprodução As testemunhas também relataram à polícia que Raphael já havia revelado o relacionamento com Júlia e acreditava que Antoneudo sabia, pois Júlia havia mostrado uma foto de Raphael para o próprio marido. Na véspera do homicídio, Raphael disse a uma pessoa próxima que ele e a amante planejavam assumir publicamente o relacionamento, divorciando-se dos respectivos cônjuges. "Dessa maneira, a hipótese de motivação passional não decorre exclusivamente da existência abstrata de uma relação extraconjugal, mas encontra suporte em elementos indicativos de que Antoneudo tinha conhecimento da infidelidade e de que a relação entre Júlia e Raphael permanecia ativa em período imediatamente anterior ao crime", aponta o inquérito policial. Para a polícia, há indícios suficientes de que Júlia Natália e Antoneudo atuaram juntos e "conscientemente" no homicídio de Raphael, mediante divisão de tarefas. Com isso, o casal foi indiciado por homicídio qualificado, por recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo torpe, relacionado ao contexto de relacionamento extraconjugal e ciúme. A defesa de Júlia Natália, representada pelo advogado Walmir Medeiros, disse que vai pedir a soltura da agente. Já a defesa de Antoneudo Ribeiro, feita pela advogada Karla Borges, afirmou que não vai comentar o caso. A análise da polícia apontou Antoneudo Ribeiro como provável responsável pelos disparos contra o soldado Raphael Sampaio. Embora não haja imagens nítidas dessa ação criminosa, a tese, segundo o inquérito, é sustentada pela dinâmica do crime. Participação de Júlia Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE Para a Polícia Civil, a soldado Júlia Natália teve o papel de um "agente ativo" no crime. "Júlia buscou trabalhar exatamente no plantão de Raphael; deixou o batalhão na companhia dele; acompanhou a vítima até as proximidades de sua própria residência; e, após os acontecimentos relacionados ao homicídio, aparece novamente vinculada a Antoneudo", diz a investigação. Uma testemunha relatou que Júlia não estava escalada para o serviço entre os dias 10 e 11 de agosto (data do crime), mas insistiu para trabalhar naqueles dias com a equipe de Raphael, além de oferecer R$ 50 para outra agente trocar de lugar com ela na escala. Além disso, após o crime ela apresentou a versão de que havia sido sequestrada por terceiros após uma abordagem na qual Raphael teria sido atingido por disparos, sustentando ter sido retirada pelos cabelos e colocada no porta-malas de um veículo desconhecido. Quando foi encontrada após o suposto sequestro, ela estava vestindo um vestido rosa. No entanto, ela não soube dizer em em que momento teria tirado a farda da Polícia com a qual havia saído do serviço e passou a vestir o vestido. Imagens de câmeras de segurança mostraram que logo no início da manhã - menos de quatro horas após o crime - Júlia e Antoneudo foram deixar a filha na escola. Na sequência, eles foram a uma oficina de um conhecido, onde deixaram o Prisma de Antoneudo e saíram em um Fiat Pulse. Testemunhas reconheceram que, nesta hora, Júlia usava o vestido rosa. Para a Polícia Civil, Júlia colaborou com Antoneudo na ação criminosa, sobretudo após o assassinato. "Sua conduta antecedente e, sobretudo, a atuação posterior coordenada com Antoneudo e a apresentação de versão incompatível com os registros objetivos constituem elementos relevantes de adesão à empreitada investigada", diz o inquérito. Cronologia do crime Carro é incendiado em Fortaleza. Isaac Macedo/SVM Conforme o inquérito policial, que o g1 teve acesso, imagens de videomonitoramento, sistemas de leitura de placas, prova testemunhal, exames periciais e confronto das versões apresentadas pelos investigados ajudaram os investigadores a reconstruir os acontecimentos que levaram a morte de Raphael Sampaio. Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e depois de morto teve o corpo carbonizado dentro do próprio carro. No veículo, a perícia encontrou uma algema no banco traseiro e um recipiente com gasolina abandonado próximo ao automóvel. Veja a cronologia do crime: 16 horas do dia 10 até as 2 horas do dia 11 de agosto: segundo o documento, Raphael e Júlia trabalharam juntos no serviço das 16 horas do dia 10 até as 2 horas do dia 11 de agosto. Entre 1h48 a 1h58 do dia 11 de agosto: imagens do 16º Batalhão da Polícia Militar registraram o encerramento do serviço de Raphael e de Júlia. 2h19: Raphael e Júlia foram ao estacionamento do 16º BPM e, posteriormente, entraram no Hyundai I30, pertencente a vítima, deixando a unidade policial. 2h36: o carro de Raphael passou pela Avenida Jornalista Thomaz Coelho, em frente a Areninha, indo em direção ao terminal de ônibus da Messejana. 2h40: Raphael chegou à Rua Florêncio Fontenele, onde Júlia morava com o marido Antoneudo. 2h41: câmeras de segurança próximo da residência registraram que o carro de Raphael transitou vagarosamente pela mesma rua até chegar debaixo de uma árvore, local onde o soldado estacionou o veículo, que permaneceu parado por cerca de 21 minutos. 3h02: um veículo branco posicionou-se atrás do carro de Raphael e, 4 minutos depois, realizou manobra de marcha à ré, colocou a traseira do segundo veículo contra a traseira do veículo da vítima. 3h6: aparecem nas imagens clarões atrás do veículo branco, onde, segundo a polícia, são perceptível três sons compatíveis com tiros de arma de fogo. Tudo ocorreu a cerca de 30 metros de distância da residência de Júlia e Antoneudo. 3h07: os dois veículos deixaram o local em direção à Rua Antônio Alves Ribeiro, sentido BR-116, ocasião em que o veículo branco foi identificado pelas características externas como sendo um Chevrolet Prisma. Nas imagens seguintes, obtidas pela polícia, o Chevrolet Prisma seguiu na frente, acompanhado de perto pelo veículo de Raphael. Esse foi o último registro dos dois carros juntos antes do soldado ser encontrado carbonizado no próprio automóvel. 3h22: o sistema de videomonitoramento registrou o Prisma trafegando sozinho, a cerca de 226 metros do local em que o veículo e o corpo de Raphael foram encontrados carbonizados. Soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro, estava na Polícia Militar desde junho de 2022. Reprodução Infográfico: PM é encontrado carbonizado dentro de carro no Ceará Arte/g1 Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
Vídeo mostra momento em que soldado teria sido morto a tiros antes de ser carbonizado na Grande Fortaleza
Escrito em 25/08/2026 PodCast
Vídeo flagra momento em que soldado foi morto a tiros antes de ser queimado. Vídeos obtidos pelo g1 mostram as movimentações dos carros do soldado assassinado Raphael Sampaio de Silva e de Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, marido da policial Júlia Natália Girão Gomes. O casal está preso suspeito de matar Raphael na madrugada do dia 11 de agosto. Um dos vídeos mostra o momento em que o PM teria sido baleado (assista acima), conforme a investigação. Por volta de 2h da madrugada do dia 11, os policiais militares Raphael e Júlia saíram do 16º Batalhão da Polícia Militar, onde trabalhavam juntos. Os dois saíram no carro de Raphael. Os soldados possuíam um relacionamento extraconjugal. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Eles seguiram em direção à casa de Júlia, que mora na Rua Florêncio Fontenele, no bairro Jangurussu. O carro de Raphael foi visto passando pela Avenida Jornalista Tomaz Coelho e, depois, entrando na Rua Francisco Alves Ribeiro — paralela à rua onde o casal suspeito mora — já no bairro Jangurussu. LEIA TAMBÉM: Policial encontrada amarrada e marido são indiciados por morte de soldado carbonizado no Ceará Assassinato de policial militar encontrado carbonizado teve motivação passional, aponta investigação Minutos depois, o carro que seria dirigido por Antoneudo também foi filmado passando na Avenida Jornalista Tomaz Coelho, o que mostrou que o marido seguia o carro do soldado Raphael. A vítima e a policial Júlia Natália, então, pararam na rua da residência dela, onde permaneceram por cerca de 20 minutos até a chegada do carro de Antoneudo. O marido da policial estacionou o veículo próximo ao carro da vítima. Uma câmera de segurança flagrou um clarão próximo aos veículos, o que é interpretado pela investigação como o momento em que Raphael foi morto a tiros, antes de ser queimado. A perícia no corpo dele identificou três lesões à bala, mas não havia fuligem na traqueia - ou seja, Raphael já estava morto quando teve o corpo carbonizado. Por fim, ambos os carros saíram da Rua Florêncio Fontenele, por volta de 3h07 da madrugada. A investigação destacou que toda a ação criminosa aconteceu a cerca de 30 metros da casa dos investigados (veja abaixo). Na madrugada do crime, vídeos mostram movimentações dos carros de soldado morto e suspeito Motivação passional O inquérito da Polícia Civil afirma que o assassinato do policial militar Raphael Sampaio teve motivação passional, visto que ele e a policial militar Júlia Natália, ambos casados com outras pessoas, mantinham um relacionamento extraconjugal. O soldado foi encontrado carbonizado em um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e depois de morto teve o corpo queimado. Horas após a morte de Raphael, Júlia Natália foi presa devido a contradições em seu depoimento - ela dizia que estava no carro com o colega de farda quando os dois foram atacados por criminosos. A militar teria sido amarrada em um matagal. Porém, câmeras de segurança captaram Júlia circulando em liberdade no horário em que dizia estar amarrada. Antoneudo Ribeiro, marido de Júlia, também foi preso no mesmo dia. De acordo com o inquérito policial, obtido pelo g1, Júlia Natália e Raphael costumavam se encontrar após o serviço e diziam aos seus respectivos cônjuges que estavam chegando tarde em casa devido a ocorrências policiais. Testemunhas relataram que Antoneudo sabia que Júlia Natália e Raphael tinham um caso e que ele tinha "intenso ciúme" dela. Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior Reprodução As testemunhas também relataram à polícia que Raphael já havia revelado o relacionamento com Júlia e acreditava que Antoneudo sabia, pois Júlia havia mostrado uma foto de Raphael para o próprio marido. Na véspera do homicídio, Raphael disse a uma pessoa próxima que ele e a amante planejavam assumir publicamente o relacionamento, divorciando-se dos respectivos cônjuges. "Dessa maneira, a hipótese de motivação passional não decorre exclusivamente da existência abstrata de uma relação extraconjugal, mas encontra suporte em elementos indicativos de que Antoneudo tinha conhecimento da infidelidade e de que a relação entre Júlia e Raphael permanecia ativa em período imediatamente anterior ao crime", aponta o inquérito policial. Para a polícia, há indícios suficientes de que Júlia Natália e Antoneudo atuaram juntos e "conscientemente" no homicídio de Raphael, mediante divisão de tarefas. Com isso, o casal foi indiciado por homicídio qualificado, por recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo torpe, relacionado ao contexto de relacionamento extraconjugal e ciúme. A defesa de Júlia Natália, representada pelo advogado Walmir Medeiros, disse que vai pedir a soltura da agente. Já a defesa de Antoneudo Ribeiro, feita pela advogada Karla Borges, afirmou que não vai comentar o caso. A análise da polícia apontou Antoneudo Ribeiro como provável responsável pelos disparos contra o soldado Raphael Sampaio. Embora não haja imagens nítidas dessa ação criminosa, a tese, segundo o inquérito, é sustentada pela dinâmica do crime. Participação de Júlia Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE Para a Polícia Civil, a soldado Júlia Natália teve o papel de um "agente ativo" no crime. "Júlia buscou trabalhar exatamente no plantão de Raphael; deixou o batalhão na companhia dele; acompanhou a vítima até as proximidades de sua própria residência; e, após os acontecimentos relacionados ao homicídio, aparece novamente vinculada a Antoneudo", diz a investigação. Uma testemunha relatou que Júlia não estava escalada para o serviço entre os dias 10 e 11 de agosto (data do crime), mas insistiu para trabalhar naqueles dias com a equipe de Raphael, além de oferecer R$ 50 para outra agente trocar de lugar com ela na escala. Além disso, após o crime ela apresentou a versão de que havia sido sequestrada por terceiros após uma abordagem na qual Raphael teria sido atingido por disparos, sustentando ter sido retirada pelos cabelos e colocada no porta-malas de um veículo desconhecido. Quando foi encontrada após o suposto sequestro, ela estava vestindo um vestido rosa. No entanto, ela não soube dizer em em que momento teria tirado a farda da Polícia com a qual havia saído do serviço e passou a vestir o vestido. Imagens de câmeras de segurança mostraram que logo no início da manhã - menos de quatro horas após o crime - Júlia e Antoneudo foram deixar a filha na escola. Na sequência, eles foram a uma oficina de um conhecido, onde deixaram o Prisma de Antoneudo e saíram em um Fiat Pulse. Testemunhas reconheceram que, nesta hora, Júlia usava o vestido rosa. Para a Polícia Civil, Júlia colaborou com Antoneudo na ação criminosa, sobretudo após o assassinato. "Sua conduta antecedente e, sobretudo, a atuação posterior coordenada com Antoneudo e a apresentação de versão incompatível com os registros objetivos constituem elementos relevantes de adesão à empreitada investigada", diz o inquérito. Cronologia do crime Carro é incendiado em Fortaleza. Isaac Macedo/SVM Conforme o inquérito policial, que o g1 teve acesso, imagens de videomonitoramento, sistemas de leitura de placas, prova testemunhal, exames periciais e confronto das versões apresentadas pelos investigados ajudaram os investigadores a reconstruir os acontecimentos que levaram a morte de Raphael Sampaio. Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e depois de morto teve o corpo carbonizado dentro do próprio carro. No veículo, a perícia encontrou uma algema no banco traseiro e um recipiente com gasolina abandonado próximo ao automóvel. Veja a cronologia do crime: 16 horas do dia 10 até as 2 horas do dia 11 de agosto: segundo o documento, Raphael e Júlia trabalharam juntos no serviço das 16 horas do dia 10 até as 2 horas do dia 11 de agosto. Entre 1h48 a 1h58 do dia 11 de agosto: imagens do 16º Batalhão da Polícia Militar registraram o encerramento do serviço de Raphael e de Júlia. 2h19: Raphael e Júlia foram ao estacionamento do 16º BPM e, posteriormente, entraram no Hyundai I30, pertencente a vítima, deixando a unidade policial. 2h36: o carro de Raphael passou pela Avenida Jornalista Thomaz Coelho, em frente a Areninha, indo em direção ao terminal de ônibus da Messejana. 2h40: Raphael chegou à Rua Florêncio Fontenele, onde Júlia morava com o marido Antoneudo. 2h41: câmeras de segurança próximo da residência registraram que o carro de Raphael transitou vagarosamente pela mesma rua até chegar debaixo de uma árvore, local onde o soldado estacionou o veículo, que permaneceu parado por cerca de 21 minutos. 3h02: um veículo branco posicionou-se atrás do carro de Raphael e, 4 minutos depois, realizou manobra de marcha à ré, colocou a traseira do segundo veículo contra a traseira do veículo da vítima. 3h6: aparecem nas imagens clarões atrás do veículo branco, onde, segundo a polícia, são perceptível três sons compatíveis com tiros de arma de fogo. Tudo ocorreu a cerca de 30 metros de distância da residência de Júlia e Antoneudo. 3h07: os dois veículos deixaram o local em direção à Rua Antônio Alves Ribeiro, sentido BR-116, ocasião em que o veículo branco foi identificado pelas características externas como sendo um Chevrolet Prisma. Nas imagens seguintes, obtidas pela polícia, o Chevrolet Prisma seguiu na frente, acompanhado de perto pelo veículo de Raphael. Esse foi o último registro dos dois carros juntos antes do soldado ser encontrado carbonizado no próprio automóvel. 3h22: o sistema de videomonitoramento registrou o Prisma trafegando sozinho, a cerca de 226 metros do local em que o veículo e o corpo de Raphael foram encontrados carbonizados. Soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro, estava na Polícia Militar desde junho de 2022. Reprodução Infográfico: PM é encontrado carbonizado dentro de carro no Ceará Arte/g1 Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

