Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo Novo Globo/ Manoella Mello O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, concede nesta segunda-feira (24) entrevista à Globo. A atração é exibida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e tem transmissão pelo g1 e pela GloboNews. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto serão exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay. Agora no g1 Veja destaques da entrevista de Romeu Zema à Globo: Dívida pública A primeira pergunta a Zema foi sobre como ele pretende, se eleito, equilibrar os gastos do país, dado que, enquanto governador de Minas Gerais, a dívida pública do estado praticamente dobrou. Segundo ele, isso aconteceu porque o déficit foi “herdado dos anos 90”. Zema afirmou que não fez nenhum empréstimo ou financiamento durante sua gestão de quase 8 anos em Minas. “Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentado que não recebia aposentadoria”, disse. “Eu paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que representava quando eu assumi.” Ainda de acordo com o candidato, ele assumiu com um déficit de R$ 11 bilhões em 2018 e deixou o cargo com um superávit de R$ 5 bilhões. “Ou seja, o estado gastando menos do que arrecada, e antes gastava-se muito mais do que arrecadava. O ajuste foi feito.” Confira as datas das entrevistas com candidatos a presidente para a Globo A entrevista com Zema é a primeira de uma série com os candidatos à Presidência da República. A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Confira a data de cada entrevista: 24 de agosto (segunda-feira): Romeu Zema (Novo) 25 de agosto (terça-feira): Ronaldo Caiado (PSD) 26 de agosto (quarta-feira): Renan Santos (Missão) 27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL) 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante) O 1º turno das eleições será em 4 de outubro. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Quem é Romeu Zema Romeu Zema, de 61 anos, é empresário e ex-governador de Minas Gerais. Depois de se afastar da gestão das empresas da família para entrar na política, foi eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. Agora, candidato do Novo à Presidência, tenta se apresentar como uma alternativa ao bolsonarismo, embora tenha apoiado Jair Bolsonaro nas duas eleições anteriores. Zema se aproximou da família Bolsonaro em 2018, mas passou a se distanciar e, mais recentemente, intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro, dizendo que é preciso unir a direita para derrotar Lula. Nas pesquisas, aparecia com 2% das intenções de voto na Quaest de 14 de agosto. Romeu Zema, César Tralli e Renata Vasconcellos nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro Globo/ Manoella Mello O discurso de Zema mantém como eixos a redução do tamanho do Estado, reformas administrativas e críticas ao PT e ao STF. Zema defende mudanças nas regras para ministros da Corte e já entrou em conflito público com Gilmar Mendes. No governo de Minas, das 12 promessas feitas em 2022, quatro foram cumpridas integralmente, cinco parcialmente e três não foram cumpridas. O plano de governo de Romeu Zema para a Presidência, registrado no TSE, propõe uma agenda de forte redução da participação do Estado na economia, flexibilização das relações trabalhistas e endurecimento das políticas de segurança pública. Entre as medidas estão a privatização de estatais, mudanças na Previdência e na CLT, ampliação do acesso a armas, redução da maioridade penal, mudanças no funcionamento do STF e alterações no sistema político e na política externa. Veja as principais propostas de Zema: permitir o porte de armas em toda a extensão das propriedades rurais; classificar facções criminosas como organizações terroristas e empregar as Forças Armadas na retomada de territórios; privatizar todas as empresas estatais e ampliar parcerias público-privadas, inclusive em saúde e educação; criar um regime de contratação alternativo à CLT; depositar R$ 1 mil para cada brasileiro ao nascer - o dinheiro seria aplicado em fundos de ações e retirado quando o beneficiário completasse 18 anos; reduzir a maioridade penal para 16 anos, com possibilidade de responsabilização de pessoas ainda mais jovens em casos excepcionais; internar involuntariamente, ou seja, mesmo contra a vontade da pessoa, dependentes de drogas e álcool que vivem nas ruas; proibir barracas e abrigos improvisados em calçadas, praças e outros espaços públicos; criar um programa nacional para estimular a união progressiva de municípios sem sustentação financeira própria; acabar com os fundos Eleitoral e Partidário; retirar o Brasil do Brics e buscar a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, concede entrevista à Globo
Escrito em 25/08/2026 PodCast
Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo Novo Globo/ Manoella Mello O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, concede nesta segunda-feira (24) entrevista à Globo. A atração é exibida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e tem transmissão pelo g1 e pela GloboNews. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto serão exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay. Agora no g1 Veja destaques da entrevista de Romeu Zema à Globo: Dívida pública A primeira pergunta a Zema foi sobre como ele pretende, se eleito, equilibrar os gastos do país, dado que, enquanto governador de Minas Gerais, a dívida pública do estado praticamente dobrou. Segundo ele, isso aconteceu porque o déficit foi “herdado dos anos 90”. Zema afirmou que não fez nenhum empréstimo ou financiamento durante sua gestão de quase 8 anos em Minas. “Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentado que não recebia aposentadoria”, disse. “Eu paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que representava quando eu assumi.” Ainda de acordo com o candidato, ele assumiu com um déficit de R$ 11 bilhões em 2018 e deixou o cargo com um superávit de R$ 5 bilhões. “Ou seja, o estado gastando menos do que arrecada, e antes gastava-se muito mais do que arrecadava. O ajuste foi feito.” Confira as datas das entrevistas com candidatos a presidente para a Globo A entrevista com Zema é a primeira de uma série com os candidatos à Presidência da República. A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Confira a data de cada entrevista: 24 de agosto (segunda-feira): Romeu Zema (Novo) 25 de agosto (terça-feira): Ronaldo Caiado (PSD) 26 de agosto (quarta-feira): Renan Santos (Missão) 27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL) 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante) O 1º turno das eleições será em 4 de outubro. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Quem é Romeu Zema Romeu Zema, de 61 anos, é empresário e ex-governador de Minas Gerais. Depois de se afastar da gestão das empresas da família para entrar na política, foi eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. Agora, candidato do Novo à Presidência, tenta se apresentar como uma alternativa ao bolsonarismo, embora tenha apoiado Jair Bolsonaro nas duas eleições anteriores. Zema se aproximou da família Bolsonaro em 2018, mas passou a se distanciar e, mais recentemente, intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro, dizendo que é preciso unir a direita para derrotar Lula. Nas pesquisas, aparecia com 2% das intenções de voto na Quaest de 14 de agosto. Romeu Zema, César Tralli e Renata Vasconcellos nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro Globo/ Manoella Mello O discurso de Zema mantém como eixos a redução do tamanho do Estado, reformas administrativas e críticas ao PT e ao STF. Zema defende mudanças nas regras para ministros da Corte e já entrou em conflito público com Gilmar Mendes. No governo de Minas, das 12 promessas feitas em 2022, quatro foram cumpridas integralmente, cinco parcialmente e três não foram cumpridas. O plano de governo de Romeu Zema para a Presidência, registrado no TSE, propõe uma agenda de forte redução da participação do Estado na economia, flexibilização das relações trabalhistas e endurecimento das políticas de segurança pública. Entre as medidas estão a privatização de estatais, mudanças na Previdência e na CLT, ampliação do acesso a armas, redução da maioridade penal, mudanças no funcionamento do STF e alterações no sistema político e na política externa. Veja as principais propostas de Zema: permitir o porte de armas em toda a extensão das propriedades rurais; classificar facções criminosas como organizações terroristas e empregar as Forças Armadas na retomada de territórios; privatizar todas as empresas estatais e ampliar parcerias público-privadas, inclusive em saúde e educação; criar um regime de contratação alternativo à CLT; depositar R$ 1 mil para cada brasileiro ao nascer - o dinheiro seria aplicado em fundos de ações e retirado quando o beneficiário completasse 18 anos; reduzir a maioridade penal para 16 anos, com possibilidade de responsabilização de pessoas ainda mais jovens em casos excepcionais; internar involuntariamente, ou seja, mesmo contra a vontade da pessoa, dependentes de drogas e álcool que vivem nas ruas; proibir barracas e abrigos improvisados em calçadas, praças e outros espaços públicos; criar um programa nacional para estimular a união progressiva de municípios sem sustentação financeira própria; acabar com os fundos Eleitoral e Partidário; retirar o Brasil do Brics e buscar a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).